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Cerveira-Tomiño: 14 anos de ponte, 4 de geminação, o futuro pela frente

Carta da amizade 1 980 2500
11 Junho 2018

Uma ponte física que fomentou outras ‘pontes’ em comum. Vila Nova de Cerveira e Tomiño assinalam, esta segunda-feira, 11 de junho, uma cooperação transfronteiriça secular e de futuro. A entrada em funcionamento, em 2004, da Ponte Internacional da Amizade representou um marco histórico para as duas populações vizinhas potenciando, em 2014, a formalização da ‘Carta da Amizade’. Entre vários projetos e ações já dinamizados e outros previstos, a ‘cereja no topo do bolo’ é a constituição de um parque transfronteiriço, através de uma ponte pedonal/ciclável sobre o rio Minho.

Com o objetivo de aproximar cada vez mais as comunidades da raia e de abolir as dificuldades de fronteiras ainda existentes, Vila Nova de Cerveira e Tomiño estão a potenciar o fenómeno transfronteiriço, apresentando-se como um símbolo da cooperação europeia.

A 11 de junho de 2004, a abertura da travessia rodoviária afirmou a centralidade e conetividade de um território comum, suprimindo um constrangimento de mobilidade. Uma década depois, as duas autarquias avançaram com a assinatura da “Carta da Amizade” para aprofundar laços sociais, culturais e desportivos, de forma a ajudar a construir um futuro melhor para as próximas gerações.

O princípio basilar desta cooperação é o de dar voz às populações, conhecendo os seus interesses, necessidades e aspirações, para os tornar realidade. A Agenda Estratégica para a Cooperação Transfronteiriça Cerveira-Tomiño impulsionou uma maior participação pública, pela dinamização de eventos em conjunto, mas sobretudo pela criação de mecanismos de auscultação, como a figura de provedora transfronteiriça e o Orçamento Participativo Transfronteiriço.

“Têm sido quatro anos de excelentes relações institucionais, espelhadas num maior envolvimento de ambas as comunidades. O objetivo é continuar a trilhar este caminho lado a lado em prol de ‘dois países, um destino’”, assegura Fernando Nogueira, autarca cerveirense. Por sua vez, a alcaldesa de Tomiño, Sandra Gonzalez, sublinha que “não se podem correr riscos, e o rio Minho tem de ser dinamizado e protegido a nível turístico como espaço natural. Queremos ser uma referência, um exemplo de cooperação, e com este novo parque vamos conseguir”.

Dando mais um passo de afirmação na cooperação transfronteiriça, as duas autarquias estão a encetar as diligências necessárias para a constituição da Eurocidade Cerveira-Tomiño, sendo que o projeto mais arrojado em cima da mesa é o parque natural transfronteiriço Castelinho-Fortaleza que resultará da complementaridade das valências do Parque de Lazer do Castelinho (Vila Nova de Cerveira) e do Espaço Fortaleza de Goián (Tomiño), através da ligação das duas margens por uma ponte pedonal/ciclável sobre o rio Minho, cujo Concurso Internacional de Ideias já está se encontra na 2ª fase.

Para assinalar a data de geminação, 11 de junho, nada melhor do que um evento em conjunto. Arranca hoje o III Simpósio Internacional de Escultura do Rio Minho, com seis escultores internacionais que, durante 20 dias, vão trabalhar ao vivo e em interação com o público, seis peças escultóricas, em pleno Espaço Fortaleza em Goian, Tomiño, até 30 de junho.