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Laço Azul na fachada da Câmara Municipal alerta para a Prevenção dos Maus Tratos na Infância

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2022/04/01

De forma a assinalar abril como o mês da prevenção dos maus-tratos na infância, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Nova de Cerveira, com a colaboração da Câmara Municipal, associa-se à ação de sensibilização de cariz nacional, através da colocação de um laço azul de grandes dimensões na fachada do edifício dos Paços do Concelho e da difusão de uma campanha informativa e de sensibilização nos meios digitais da autarquia e junto dos estabelecimentos de ensino, dos comerciantes do centro histórico.

O objetivo é alertar a comunidade que a existência de maus-tratos na infância tem de acabar, que é fundamental promover nas famílias o exercício de uma parentalidade positiva, sem recurso à violência verbal ou física, e que prevenir este flagelo, que pode assumir diferentes formas (negligência, maus tratos físicos, maus tratos psicológicos, abuso sexual, entre outros) é uma obrigação de todos, informando como detetar possíveis casos e consciencializando para a necessidade de intervir em eventuais situações.

Assim, a CPCJ de Vila Nova de Cerveira criou o símbolo da campanha - laço azul - com 1,5m para ser colocado na fachada principal do edifício da Câmara Municipal, por ser o órgão legislativo municipal, lançado também o desafio ao comércio local do centro histórico para elaborar um laço azul e expor nas suas montras, expressando a sua solidariedade para com a importância da erradicação de todo e qualquer episódio de maus tratos na infância, e de encetar os esforços necessários para acautelar o abuso infantil e a negligência. A CPCJ de Vila Nova de Cerveira apela à denuncia de eventuais casos através dos contactos 925 490 426 ou cpcj.vilanovacerveira@cnpdpcj.pt 

A história por detrás do laço azul

O “Movimento Laço Azul” nasceu 1989, na Virgínia, Estados Unidos, e conta a história de Bonnie W. Finney que tomou a iniciativa de colocar uma fita azul na antena do seu carro, de modo a demonstrar a sua dor face aos acontecimentos trágicos de que tinham sido vítimas os seus netos. A história que Bonnie Finney contou aos elementos da comunidade foi trágica, contando episódios de maus tratos à sua neta. O seu neto já tinha sido morto por maus tratos, de forma brutal.

E porque azul? Porque apesar de ser uma cor bonita, Bonnie Finney não queria esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos. O azul servir-lhe-ia como um alerta constante para a sua luta na proteção das crianças contra os maus tratos. A história de Bonnie Finney demonstra-nos como o efeito da preocupação de um único cidadão pode ser eficaz no despertar das consciências da população, relativamente aos maus-tratos contra as crianças, na sua prevenção e na promoção e proteção dos seus direitos.

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