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Redução de portagens na A3 como ‘paliativo’ para minimizar calvário da EN13, enquanto não se concretiza o prolongamento da A28

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2020/03/02

A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira congratula-se com o recente anúncio do Governo em avançar com descontos nas portagens de sete autoestradas do país, entre elas a A28, a partir do 3º trimestre do corrente ano para os utilizadores frequentes. Apesar de ser encarado como um sinal positivo de alívio para as finanças pessoais de quem utiliza este acesso, esta medida fica aquém das necessidades e expetativas das populações do Alto Minho, território considerado de baixa densidade. Por exemplo a A3, nomeadamente o troço entre Valença, Ponte de Lima e Braga, ao que nos parece, não foi contemplada neste pacote de reduções de portagens do Governo, pelo que premente a reavaliação desta decisão.

Contudo, há um outro problema gritante que se arrasta há quase uma década e para o qual, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, tenho vindo a alertar e reivindicar junto do Governo: o prolongamento da A28 para Norte de Vila Nova de Cerveira.

Em 2018, aquando da apresentação da 2ª fase da empreitada de modernização do troço entre Viana do Castelo e Valença da Linha do Minho, tive a oportunidade de manifestar esta preocupação ao então Senhor Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, solicitando que este tema fosse recolocado na agenda política e nos orçamentos nacionais, lembrando que a A28 termina no ‘meio do nada’ e que já se perderam oportunidades de resolução no tempo de maior desafogo financeiro.

Cada ano que passa, a situação só tende a piorar. Desta forma, a continuidade da A28 para Norte de Vila Nova de Cerveira permitiria aliviar o tráfego, especialmente de veículos pesados de mercadorias que transitam na EN13, muitos dos quais com matérias potencialmente perigosas para as pessoas e para o ambiente, revelando-se um grande constrangimento para as freguesias do concelho circundadas por esta via. Em determinados períodos do dia e, em particular, na época de verão, é um autêntico calvário atravessar a EN13 entre Valença e o acesso da A28 em Gondarém, pois há ´todo um volume de tráfego que vem desde os municípios de Melgaço, Monção e Valença, além de Espanha, através da fronteira Valença-Tui.

Em 2010/2011, a EN13 foi alvo de uma beneficiação paliativa. Volvidos 10 anos de enorme tráfego de viaturas ligeiras e, especialmente, pesadas, já é visível o resultado: uma degradação tal que, a curto prazo, será uma ‘autêntica picada africana’. Portanto, urge uma intervenção rápida e profunda, mas que só por si não chegará para colmatar todos estes constrangimentos de tráfego.

Além do poder local, o Governo também tem de contribuir para dar melhores condições a quem trabalha, a quem produz e a quem cria rendimento para a economia e para o país. Sucessivamente, ano após ano, o Município de Vila Nova de Cerveira é uma das âncoras da indústria da Região Norte, com empresas sedeadas nos seus polígonos industriais a colocar o concelho no topo dos mais produtivos e geradores de riqueza entre os 86 municípios do Norte. Mas também o turismo é um setor em crescente desenvolvimento e que precisa de ser consolidado com as necessárias infraestruturas.

Perante exposto, reitero a necessidade de o Ministério da Coesão Territorial olhar para o Alto Minho e, nomeadamente, para o Município de Vila Nova de Cerveira com a atenção que a sua crescente importância no desenvolvimento económico merece.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira