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Conferência de Imprensa - ADAM resolve até ao final de maio erros em 15 mil faturas

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2020/04/23

Notícia e fotografia retirada do site da Rádio Alto Minho

O presidente do conselho de administração da Águas do Alto Minho apontou, esta quarta-feira, para o final de maio a correção dos erros de faturação que afetaram 15 mil dos 107 mil consumidores da empresa, garantindo que "ninguém sairá prejudicado". Carlos Martins anunciou ainda um plano de ação para responder a problemas de comunicação com os clientes, causados pelo encerramento de oito postos de atendimento devido à pandemia de covid-19.

“A nossa expetativa de regularização total das notas de débito será no final do mês. Alguns vamos tentar resolver através da faturação de março, mas é um processo que ainda envolve 15 mil pessoas. Vamos mandar uma carta a cada uma das pessoas afetadas, explicando o que aconteceu, em cada caso concreto, e qual o valor de que está a ser ressarcido. Espero até fim de maio tenhamos isso, perfeitamente tranquilo, sendo certo que alguns terão isso resolvido antes disso”, afirmou Carlos Martins.

O presidente, não executivo, do conselho de administração da Águas do Alto Minho( AdAM), que falava em conferência de imprensa realizada na biblioteca municipal de Viana do Castelo, pediu desculpa aos 15 mil clientes da empresa que foram afetados por erros na faturação dos meses de janeiro e fevereiro, e fez questão de “deixar bem claro” que “ninguém sairá prejudicado”.

“Os clientes que já pagaram vão ver a devolução do valor que pagaram ou serão compensados, na próxima fatura, através de notas de créditos. Aqueles que ainda não pagaram, será anulada a fatura, emitida uma nova, com uma nova referência multibanco para procederem ao pagamento do valor correto. Que fique bem claro, ninguém saíra prejudicado de um processo de que não são culpados. Nós é que nos penalizamos por o ter causado”, afirmou Carlos Martins.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 107 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

No encontro presencial com os jornalistas, realizado com recurso a máscaras descartáveis e à distância de segurança, e onde marcaram presença, entre outros responsáveis, os autarcas de Viana do Castelo e de Caminha, Carlos Martins disse que “a fatura de março só será emitida quando estiver garantida a resolução dos problemas que acabaram por estar na origem dos erros que já foram identificados”.

Em janeiro “esses erros afetaram 2% dos consumidores e, em fevereiro, a percentagem saltou para os 12%”. Os clientes afetados distribuem-se pelos sete concelhos, sendo que “Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira apresentam uma maior percentagem de erros”.

Já “cerca de 88% dos clientes estão a receber e a liquidar faturas, sem qualquer problema”, assinalou.

Carlos Martins explicou que os erros de faturação identificados foram originados por situações distintas: uma, mais “fácil de resolver” que está relacionada com a transição de informação de sete sistemas municipais de faturação diferentes para um só sistema informático, da nova entidade, e a outra “tipologia de erro”, que “mais preocupa” a empresa, diz respeito às “estimativas de consumo” e com a necessidade de “calibrar” o novo sistema de leitura aos consumos reais dos clientes.

“Ou por leituras defeituosas, ou por transferência da base de dados com algumas incorreções, o sistema não foi capaz de calibrar devidamente a leitura real, penalizando alguns clientes, sobretudo na distribuição do seu consumo pelos escalões, tendo sido empurrados para escalões com custo, por metro cúbico, mais elevado. Estes são os erros que nos preocupam bastante porque eram situações que não esperávamos, por se tratar da forma como o programa calculou estas situações”, especificou.

Quanto às queixas de aumento do tarifário praticado pela AdAM, Carlos Martins, esclareceu que o “caso limite onde o agravamento de tarifas teve mais pressão” é o concelho de Paredes de Coura, “em que um consumidor de cinco metros cúbicos pagará mais 3,6 euros e um consumidor de 10 metros cúbicos pagará mais 7,3 euros”, sendo que “nos restantes municípios as variações do tarifário são ligeiras, de cêntimos, como é o caso de Viana do Castelo, ou para valores intermédios como em Caminha”.

PLANO DE AÇÃO DA ÁGUAS DO ALTO MINHO

O presidente do conselho de administração da Águas do Alto Minho (AdAM) disse que o plano de ação foi delineado com os municípios e, como primeira medida, apontou a adjudicação de um serviço de ‘call center’ que irá operar com oito postos de atendimento telefónico.

O responsável esclareceu que, devido ao estado de emergência, a empresa foi “obrigada a encerrar, no dia 16 de março, os oito postos de atendimento” presencial que tem espalhados pelo distrito, o que levou “as pessoas a recorrerem muito aos contactos telefónicos, que não estavam dimensionados para uma situação desta natureza, e aos emails, através do correio eletrónico”.

Com “o apoio dos municípios, em particular o de Viana do Castelo, serão mobilizados mais recursos humanos”, e “adquiridos equipamentos telefónicos, para, ainda esta semana, reforçar o atendimento telefónico”, bem como a resposta “aos dois mil emails acumulados no correio eletrónico da empresa”.

Já “a empresa que fornece os serviços telefónicos irá enviar uma listagem dos números de telefone que não forem atendidos durante o período normal desse serviço, para que nas 48 horas seguintes esses clientes sejam contactados pela empresa”.

A partir da próxima terça-feira, “uma autorização especial do ministro do Ambiente, vai permitir abrir, a título excecional, algumas lojas, que estão a ser equipadas com material de proteção de funcionários e clientes”.

Carlos Martins adiantou que em breve a empresa tencionava avançar com a tarifa social, assim que estiverem identificados pelos municípios os potenciais beneficiários, e que está disponível a tarifa para famílias numerosas e que a empresa tem incentivado a Juntas de Freguesia a promoverem a sua divulgação.

No âmbito da sua responsabilidade social, a AdAM decidiu atribuir um subsídio de 20 mil euros para aquisição de equipamentos destinados aos serviços de saúde do Alto Minho.

Disse também que apesar da contestação gerada nos primeiros quatro meses de funcionamento da empresa nenhuma das setes autarquias que a integram colocaram em causa a sua permanência, e que nenhum presidente de câmara ou vereador, recebe salário por integrar os órgãos da AdMA.

“Eu próprio, como presidente não executivo, e a administradora não executiva não recebemos um cêntimo de salário das AdAM. O meu salário é o mesmo que recebo nas Águas de Portugal. Os únicos três vencimentos dos órgãos sociais são da administradora executiva e da presidente e da vogal do conselho fiscal”, clarificou.

Notícia e fotografia retirada do site da Rádio Alto Minho