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“Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015” registadas em livro

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2015/10/06

Integrado nas Comemorações dos 30 Anos do Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, o Município de Vila Nova de Cerveira apoiou a publicação “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”. A apresentação do livro, que decorreu este sábado, lança bases para a criação do Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe.

Ao longo de uma semana, entre 25 de setembro e 3 de outubro, Vila Nova de Cerveira recordou os 30 anos sobre a primeira intervenção arqueológica no Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, com um vasto programa de atividades gratuitas que envolveu a comunidade local, escolar e científica, e cujas visitas guiadas obtiveram a participação de mais de 800 inscritos, na maioria grupos escolares. O encerramento do evento aconteceu, este sábado, com a realização de um ciclo de conferências subordinadas ao tema “O Forte de Lovelhe e o seu contexto regional”, com a presença de distintos docentes das Universidades do Porto e de Vigo, e a apresentação do livro “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”, da autoria do Professor Dr. Brochado Almeida e da arqueóloga Paula Ramalho, seguida de uma visita guiada à exposição e ao Aro Arqueológico.

Durante a cerimónia de apresentação, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira frisou que todos os achados têm um papel fundamental para a história de Vila Nova de Cerveira, “sendo imperativo que fique registada e perpetuada para conhecimento das gerações vindouras”. Fernando Nogueira explicou o lançamento desta publicação com a “intenção de se alargar o conhecimento do Aro Arqueológico, mas também de servir de base para a criação do futuro Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe”, enquanto espaço expositivo e de trabalho científico, servindo visitantes, estudantes e investigadores.

Por sua vez, o Professor Dr. Brochado de Almeida, enquanto diretor científico da maioria das escavações realizadas nestas três décadas, partilhou a ideia de um Centro Interpretativo que exponha e mostre “toda a riqueza arqueológica daquela estação e que se consiga enveredar por um projeto de intercâmbio internacional e de caráter transfronteiriço de escavação, exploração e exposição”.

Salientando o enorme potencial diacrónico patente naquele local, o Professor Dr. Brochado de Almeida classificou o Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe como “a mais emblemática estação arqueológica em termos de material em todo o Vale do Minho”. Relativamente ao livro, o autor explicou que, ao longo de 179 páginas, são descritas “as escavações inéditas daquilo que ainda não tinha sido publicado”.

Do castrejo, ao romano e ao suevo-visigótico, a escavação arqueológica no Aro do Forte de Lovelhe proporcionou a análise de cerca de 100 mil peças, principalmente cerâmicas. Na área da numismática destacam-se as moedas do tempo de Augusto, permitindo conhecer em profundidade a presença humana, as suas relações e atividades, nos últimos 2100 anos em Vila Nova de Cerveira e nas localidades de fronteira.

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