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FBAC promove encontros participativos descentralizados com as comunidades locais

2026/04/08

De 11 de abril a 9 de maio, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) promove “Laboratórios sem Fronteira: Ensaios de Cidadania e Cultura”, um ciclo de quatro encontros que desafia as comunidades do concelho a refletir, partilhar e cocriar propostas artísticas a partir das suas próprias experiências e necessidades. A participação é livre e gratuita.

A iniciativa pretende reforçar o envolvimento ativo das comunidades na programação cultural, transformando preocupações locais em ações concretas. Assente em práticas de escuta, cuidado e diversidade, o projeto contribui para a construção de uma cultura de proximidade, pertença e corresponsabilização.

Com curadoria de Hugo Cruz e dinamização deste e de Ana Bragança, os “Laboratórios sem Fronteira” assumem-se como espaços abertos de encontro e experimentação, dirigidos a cidadãos, agentes culturais, sociais e educativos das 15 freguesias de Vila Nova de Cerveira. Nestes encontros, os participantes serão convidados a identificar urgências individuais e coletivas, convertendo-as em possibilidades de criação artística e participação cultural.

O projeto propõe a criação de espaços alternativos baseados nas micropolíticas do cuidado e da escuta. Ao promover ambientes de conforto, segurança e informalidade, incentiva-se uma nova disposição para o diálogo, a partilha e a construção coletiva.

Para o Presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Rui Teixeira: “Este projeto reflete uma estratégia contínua de aproximação às freguesias e às comunidades locais, promovendo uma participação mais ativa, consciente e corresponsável na construção cultural do território. Acreditamos que é a partir desta proximidade que se geram processos mais inclusivos, sustentáveis e verdadeiramente transformadores”.

Ao longo das sessões, será também desenvolvido um mapeamento colaborativo dos territórios com maior e menor acesso ou desejo de cultura e arte no concelho, estimulando práticas como o dissenso construtivo, a reciprocidade, a valorização da diversidade e o diálogo entre diferentes perspetivas.

Calendarização:

  • 11 de abril – 1º laboratório (15h00–18h00)

Grupo: Reboreda, Nogueira, Campos, Vila Meã e Cornes

Local: Parque de Lazer de São Roque, Gontige

 

  • 18 de abril – 2º laboratório (15h00–18h00)

Grupo: Vila Nova de Cerveira, Lovelhe, Loivo e Gondarém

Local: Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira

 

  • 2 de maio – 3º laboratório (15h00–18h00)

Grupo: Sapardos, Mentrestido, Candemil e Gondar

Local: Junta de freguesia de Sapardos

 

  • 9 de maio – 4º laboratório (15h00–18h00)

Grupo: Sopo e Covas

Local: Junta de freguesia de Covas

Curadoria: Hugo Cruz

Equipa de dinamização: Ana Bragança e Hugo Cruz

A curadoria do projeto é de Hugo Cruz, investigador, encenador e especialista em práticas artísticas comunitárias e participação cívica. Doutorado pela Universidade do Porto com investigação centrada nas relações entre arte, comunidade e política, tem desenvolvido um percurso consistente entre Portugal, Brasil e Espanha. É autor de várias publicações de referência nas áreas da arte e participação, e tem colaborado com instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, Plano Nacional das Artes e diversos municípios e festivais internacionais. Foi diretor artístico de projetos como o “MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade” e o festival “Imaginarius”, destacando-se pela criação de processos artísticos em co-construção com comunidades locais.

A dinamização é assegurada por Ana Bragança, mediadora, gestora cultural e produtora com uma vasta experiência em projetos participativos e de envolvimento comunitário. Co-fundadora da estrutura artística “Ondamarela”, tem trabalhado em iniciativas de mediação cultural e construção colaborativa em diferentes contextos territoriais. Foi consultora e coordenadora em programas estratégicos como a “Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura” e candidaturas a Capital Europeia da Cultura, bem como em projetos ligados ao património, inclusão e participação cidadã. Ao longo do seu percurso, tem desenvolvido projetos que cruzam arte, território e comunidade, envolvendo diferentes públicos e promovendo práticas culturais inclusivas.