Vila Nova de Cerveira leva identidade, tradição, arte e cultura à Assembleia da República
Vila Nova de Cerveira é o terceiro município português e o segundo do Alto Minho a integrar a iniciativa “Dia dos Municípios na Assembleia da República”, lançada em 2025 pelo Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. A iniciativa visa aproximar o Parlamento das autarquias e das comunidades locais, reforçando o reconhecimento do papel dos municípios na construção da proximidade entre instituições e cidadãos, bem como valorizando a diversidade territorial e cultural do país.
Esta quinta-feira, Vila Nova de Cerveira apresentou-se na Assembleia da República com um programa diversificado, evidenciando o seu património artístico, cultural e identitário. A sessão institucional, realizada no final do plenário, contou com intervenções do Presidente da Assembleia da República e do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, bem como com a presença de deputados do Parlamento, do vice-presidente António Quintas e da vereadora Sónia Guerreiro, de presidentes de junta do concelho e membros da Assembleia Municipal.
Agradecendo a presença nesta iniciativa de ligação entre o poder local e as instituições centrais, contribuindo para a coesão territorial e para a aproximação dos cidadãos à vida democrática, o Presidente da Assembleia da República elogiou Vila Nova de Cerveira, José Pedro Aguiar-Branco, "como exemplo de um investimento notável na arte e na cultura, um projeto estratégico de valorização do concelho através da sua dimensão artística (...) onde é possível conciliar passado, futuro, tradição e contemporaneidade".
Na sua intervenção, Rui Teixeira sublinhou que estar na Assembleia da República “é mais do que um momento institucional: é o reconhecimento do papel fundamental dos territórios e do poder local na construção do país”. Destacou ainda que “é no poder local que a democracia se torna real, onde as decisões ganham impacto concreto na vida das pessoas e onde nasce grande parte do progresso e da coesão social”. O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira reforçou o papel do poder local democrático como motor de desenvolvimento, salientando a sua contribuição para a expansão de infraestruturas, serviços e qualidade de vida em todo o território, bem como para a aproximação do Estado aos cidadãos.
“Cerveira está hoje aqui também por essa força — a de um poder local que trabalha, resolve e constrói futuro. Somos um município pequeno em dimensão, mas grande na ambição, que se afirma pela cultura, pela arte e pela capacidade de inovar”, acrescentou.
O programa iniciou-se ainda antes do plenário com a representação dos quatro grupos folclóricos do concelho: Rancho Folclórico do Areal, Rancho Folclórico de Campos, Rancho Folclórico de Sopo e Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Gondarém, este com atuação de cinco danças.
No final da sessão plenária, a Academia de Música Fernandes Fão interpretou o Hino de Vila Nova de Cerveira e o tema “Amor a Portugal”, na versão de Dulce Pontes. Seguiu-se uma mostra promocional do evento “O Crochet Sai à Rua… em Cerveira”, bem como da Joia Municipal — apresentada em colar, pulseira, pin e brincos — incluindo o lançamento do anel. A apresentação foi complementada com bibliografia de autores cerveirenses ou sobre o concelho, além de merchandising promocional.
Na vertente gastronómica, o município promoveu degustações de produtos locais, como a lampreia do rio Minho, o Debulho de Sável à Cerveirense, dinamizado pela respetiva confraria, o bolo do tacho, fumeiro tradicional, vinhos produzidos no concelho e doçaria típica, como os “cerveirenses” e os biscoitos de milho.
Integrada nesta participação, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira apresenta-se na Assembleia da República, entre 16 de abril e 17 de maio de 2026, com a exposição “Memória e Continuidade — Obras do Museu Bienal de Cerveira”. A mostra reúne 27 obras de 25 artistas representativas da sua coleção e foi inaugurada com uma visita orientada pela diretora artística, Mafalda Santos.
A exposição propõe uma reflexão sobre o legado artístico, articulando memória, continuidade e transformação, através de um percurso que atravessa quase cinco décadas de produção — desde obras fundacionais da década de 1970 até incorporações mais recentes. Este diálogo entre diferentes gerações de artistas evidencia as transformações estéticas, sociais e culturais que marcaram a arte contemporânea.
A participação de Vila Nova de Cerveira nesta iniciativa reforça o reconhecimento nacional do seu dinamismo cultural, artístico e territorial, projetando o concelho além-fronteiras e valorizando o seu papel no contexto regional e nacional. Esta presença no Parlamento constitui uma oportunidade estratégica para afirmar a identidade cerveirense, promover os seus recursos e fortalecer a ligação entre o poder local e as instituições centrais, contribuindo para a coesão territorial e para a aproximação dos cidadãos à vida democrática.


