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Encontro Anual de Sapadores Florestais do Alto Minho 2026 reforça apelo à valorização da carreira

2026/06/02

A valorização da carreira dos sapadores florestais foi a mensagem consensual que marcou a sessão de abertura do Encontro Anual de Sapadores Florestais do Alto Minho 2026, realizada esta manhã no Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira.

Perante cerca de 150 sapadores florestais, em representação das 27 equipas do Alto Minho, os presidentes das câmaras municipais de Vila Nova de Cerveira, Valença e Paredes de Coura, bem como representantes da Proteção Civil distrital e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), destacaram e elogiaram o papel fundamental desempenhado diariamente por estes profissionais na defesa, proteção e preservação da floresta e do território.

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, sublinhou a importância da cooperação institucional entre os municípios organizadores do encontro, uma colaboração que, segundo referiu, também se reflete no trabalho desenvolvido diariamente pelas equipas de sapadores florestais. “Estamos a falar de um trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano e que nem sempre é valorizado como deveria ser. Por isso, deixo aqui um agradecimento a cada um de vós pela dedicação e empenho. Sinto-me muito orgulhoso pelas equipas alto-minhotas e pelo trabalho desenvolvido em prol da segurança das populações, da prevenção dos incêndios rurais e da sustentabilidade ambiental da nossa região”, afirmou.

Também o Presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira, defendeu “um reconhecimento mais justo” do trabalho desenvolvido pelos sapadores florestais em benefício das comunidades. Para o autarca, “uma profissão mais valorizada torna-se igualmente mais atrativa, contribuindo para responder aos desafios cada vez mais complexos da gestão e proteção do território”.

Por sua vez, o Presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Viana do Castelo e Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, Tiago Cunha, reforçou a necessidade de avançar com a valorização da carreira, deixando igualmente uma mensagem de incentivo às equipas. “Não desanimem. É cada vez mais difícil recrutar sapadores florestais e este é um processo que pode levar algum tempo, mas acredito que vamos conseguir dar este passo fundamental. Hoje, a sociedade reconhece cada vez mais a importância do papel dos sapadores florestais”, salientou.

Na mesma linha, o Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho, Marco Domingues, destacou os sapadores florestais como agentes essenciais da proteção civil, defendendo um maior aproveitamento das suas capacidades. “Vocês são exímios na prevenção, mas podem também desempenhar um papel ainda mais relevante na vigilância, na dissuasão e na primeira intervenção. São os únicos agentes no Alto Minho com uma elevada especialização na utilização de maquinaria pesada e essa capacidade está longe de ser devidamente reconhecida”, afirmou.

Em representação do ICNF, o engenheiro Miguel Gonçalves apresentou o Plano de Intervenção para a Floresta (PIF) 2025-2050, documento estratégico que define a visão nacional para o setor florestal, assente em quatro pilares fundamentais: valorização, resiliência, propriedade e governança. O responsável destacou ainda diversas medidas de apoio às equipas de sapadores florestais, nomeadamente o reforço do número de equipas, a sua modernização e a atribuição de maquinaria, com o segundo lote de tratores já em fase de implementação. “Muito tem sido feito, mas há ainda caminho a percorrer”, disse.

Durante a manhã, o Encontro Anual de Sapadores Florestais do Alto Minho 2026 seguiu em contexto operacional, na Praça da Galiza, com a realização do exercício LIVEEX promovido pelo ICNF, um simulacro à escala real que permitiu testar a prontidão, a coordenação institucional e a capacidade de resposta perante cenários de emergência.

O programa prosseguiu durante a tarde em Valença, no Monte do Faro, com um almoço-convívio e uma palestra dedicada às técnicas de rescaldo, orientada por Emanuel Oliveira, investigador doutorado em Gestão Sustentável do Solo e da Terra.

A edição 2026 deste encontro resulta de uma organização conjunta dos Municípios de Vila Nova de Cerveira e de Valença.

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