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FBAC lembra sócios fundadores da Bienal de Cerveira

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2016/05/31

Três salas, três grandes ícones das artes plásticas em Portugal. Henrique Silva (1933), Jaime Isidoro (1924-2009) e José Rodrigues (1936), sócios fundadores da Bienal de Cerveira, dão nome a três espaços expositivos do Fórum Cultural que inauguram já este sábado (16h00). No total, são mais de meia centena de obras, entre pintura, escultura, vídeo e fotografia, que apresentam o percurso artístico destes que foram os impulsionadores das Bienais de Cerveira.

Após quase quatro décadas de existência, a Bienal de Cerveira detém um passado histórico do qual fazem parte os nomes Jaime Isidoro, José Rodrigues e Henrique Silva, como os grandes impulsionadores desta manifestação artística, que é hoje uma marca com notoriedade nacional e internacional.

Segundo Cabral Pinto, coordenador artístico e de produção, as salas de exposição permanentes com o nome e obras destes três artistas “homenageiam aqueles que mais contribuíram para a descentralização cultural e artística que, no Alto Minho, tem mobilizado a participação ativa de artistas portugueses e estrangeiros”.

Jaime Isidoro, considerado o ‘pai’ das Bienais de Cerveira, estudou desenho e pintura na Escola Soares dos Reis (Porto), tendo exposto individualmente pela primeira vez em 1945. Em paralelo com a carreira de pintor, foi também animador cultural, galerista e professor, estando diretamente ligado a momentos marcantes das artes plásticas no país. Promoveu os Encontros Internacionais de Arte na década de 1970 e editou a Revista de Artes Plásticas, que contou com a colaboração de críticos e artistas portugueses de relevo, demonstrando um interesse particular pela concretização de projetos culturais inovadores. Foi fundador da Academia Dominguez Alvarez (com António Sampaio; 1954), entidade que organiza a 1ª Bienal de Cerveira, em 1978.

José Rodrigues realizou os seus estudos artísticos na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde concluiu o curso de Escultura (1963). Em 1968, com os colegas Ângelo de Sousa, Armando Alves e Jorge Pinheiro, que com ele terminaram o curso com a classificação máxima, formou o grupo Os Quatro Vintes. Foi um dos fundadores da Cooperativa Cultural Árvore, no Porto, e um dos promotores da Bienal de Cerveira, tendo sido diretor geral da 6.ª edição (1988). Desde 1964 que expõe individualmente, em cidades como o Porto, Amarante, Alfândega da Fé, Vila Nova de Cerveira, Cascais, Tóquio, Paris e Macau.

Henrique Silva foi diretor das Bienais de Cerveira entre 1995 e 2007. Em dezembro de 2013 foi nomeado vice-presidente da FBAC e coordenador cultural, tendo também assumido funções de diretor artístico da XVIII Bienal de Cerveira (2015), assumindo hoje funções de Presidente Interino do Conselho de Fundadores da FBAC. Henrique Silva foi diretor executivo da Cooperativa Árvore (1978-1996) e da Associação Projecto, N. D. Cultural (1995-2007). Licenciou-se pela Universitée de Paris VIII em Artes Plásticas para o Ensino (1977). Expõe regularmente desde 1958. Dirige o curso de Artes Plásticas e Multimédia na Escola Superior Gallaecia e é Doutorado pela Universidade Aberta e Universidade do Algarve (2016).

Cultivando e estimulando a criatividade da região, a Bienal de Cerveira tem vindo a atrair o público a um ritmo crescente e a alargar a sua incidência geográfica ao promover exposições em espaços culturais localizados noutros concelhos do Vale do Minho e da Galiza.

Horário das exposições: terça a sexta-feira: 15h00 às 19h00; sábados e feriados: 10h00 às 13h00; 15h00 às 19h00.