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Cerveira acolheu ‘Conversas na Raia’ dedicadas à Arquitetura Fortificada Modernista como Construtora da Fronteira Minhota

2024/05/06

Vila Nova de Cerveira recebeu, ao longo desta sexta-feira, vários experts portugueses e galegos, em torno de uma temática comum ao território transfronteiriço: as fortificações abaluartadas da raia. ‘Conversas na Raia’ é uma iniciativa do Consello da Cultura Galega e da Universidade do Minho que, em colaboração com diferentes municípios raianos, debatem aspetos culturais territoriais importantes.

Perante uma jornada de trabalho muito produtiva em torno da promoção patrimonial, a sessão de abertura contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, que sublinhou "a importância deste tipo de iniciativas por se enquadrar na estratégia de valorização do património municipal em termos culturais e turísticos, na qual consta o Castelo de Cerveira e o anseio de ser gerido pelo Município". Na sessão de abertura também esteve presente a Alcaldesa de Tomiño, Sandra Gonzalez, e a Presidente do Consello da Cultura Galega, Rosario Álvarez.

A conversa teve como ponto de partida uma das consequências imediatas da eclosão da Guerra da Restauração, a necessidade de modernizar as defesas medievais ao longo da fronteira entre Portugal e Espanha. Viveu-se um complexo processo de construção com grande impacto na fronteira Norte que transformou por completo a paisagem defensiva de ambos os lados do rio Minho.

Atualmente, estas fortificações constituem um rico património que é estudado a partir de diferentes áreas disciplinares e que continua a crescer todos os dias graças à combinação de novas tecnologias com estudos mais tradicionais e à abordagem cada vez mais transdisciplinar na investigação de paisagens defensivas. São também um desafio para a gestão do património devido ao seu carácter transfronteiriço, outro dos valores que tornam estas paisagens únicas, bem como para a cooperação interadministrativa nesta gestão.

O programa foi dividido em dois painéis com várias apresentações técnicas, nomeadamente o plano diretor das fortalezas transfronteiriças do baixo miño; a gestão patrimonial dos monumentos raianos de Vila Nova de Cerveira; a gestão de um património vivo: fortaleza de Valença; arquitetura e paisagem fortificada da raia: contexto e estudo; Goián: evolução da fortificação portuguesa; teoria, construção e projeto para uma metodologia de leitura do sistema defensivo abaluartado no Vale do rio Minho arqueologia de uma paisagem: fortificar a fronteira galego-portuguesa na Idade Moderna.

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